sábado, 1 de março de 2008

Que bom que temos você

Um estava num canto, outros dois noutro. Uma dezena ou menos.
Certo é que não estávamos juntos. Tem um meio quê de ficção e outra metade de atração. Alguma conexão que não vou explicar, eu não saberia também.
Um recado ou um grito, e nós atendemos ao chamado. É hora de se reunir. Já é tempo de não perdermos mais tempo. Os rapazes e as meninas com novidades e com estórias para recordar também. E pelo menos nesse dia está quase tudo bem. Antes de ir embora, lembrar de agradecer, da maneira que lhe convém. Mas deixe-a saber: que bom que temos você.


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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Momentânea inspiração

Ela disse que está faltando amor. Tantos meios para se chegar até ele, mesmo que eu nunca tenha chegado lá, ouço comentarem os caminhos, os atalhos. Eu só conheço os desvios. Faz tempo que viajo nessa turnê, e o que me falta, por Deus, não é o amor. O que me preocupa, é a gasolina. O combustível não se renova, isso não é novo...
Ao redor vejo, ouço e me esbarro com corredores. Eles correm e correm, não param para quase nada. Eu não preciso perguntar aonde eles pretendem chegar: ninguém quer estar sozinho. A idéia crua na minha cabeça, começa a fritar e respingar gotas de óleo na pele. Que eu estou fazendo aqui sentado?


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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Algumas poucas rimas

Comecei a pensar que sabia, fiquei bêbado de sabedoria,
Vomitei palavras e mais palavras,
Depois da ressaca de ego que durou bons dias,
Percebo a imensurável ignorância em que me afogo,
Quase sempre em cima do muro, fingindo uma imparcialidade,
Ouvindo roque só pra me libertar,
E fugindo do dominante pagode, e da pegada do arrocha.
Sendo neutro quanto ao regionalismo
E criticando tudo a frente,
“Que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado”,
Nesse mundo estou para Harlequim,
Mas quando vai aparecer alguém para me fazer sorrir?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tentativa um de discagem... conectado.

Sentado no laboratório diante à máquina, com sede e com fome, não consigo pensar como eu pensava. Ou mesmo como penso quando estou deitado ouvindo música ou andando por aí deixando que o sol de fim de tarde conforte minha pele.

Um pouco de mim sabe que a perda é opcional, sabe que “controle” sugere uma rebeldia. Esse fragmento que ouço quando quero é inteligente, simples e visa futuro. Mas, nessa nova guerra o “inimigo” tem espaço e poder de sedução. Braços fortes, longas pernas finas. O que tenho de fraqueza, meu algoz é potente. O tirano oponente, rival ardiloso, é o medo que não se esconde na região do meu próprio crânio.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Dominó (sem efeito)

Estou no meu lugar, no que julgo sem certeza absoluta, ser a minha casa.
Amanhã posso fretar os móveis para outra extremidade, hoje apenas sento no sofá e admiro a capacidade que nós temos de achar que está tudo muito bem. Ontem, eu pensei nisso também. Alfa, omega, começo e fim, e o agora sendo coadjuvante de fantasmas e ilusões?
Entende o que quero dizer?
É muita maluquice venerar nossos ídolos, é insano esse tormento de ser mais uma peça de dominó. Seguir frases e permanecer firmemente com os pés estacados no chão, cantar músicas e não conversar com as pessoas.
Ter dúvidas e travar uma guerra sozinho contra um exército.
Alguns de nós adotam o estilo "bad boy" e continuam sem se importar. Outros choram e se abrem, para pessoas que talvez nem queiram essa tarefa.
E outros, escrevem. Esses... são os mais perdidos.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Esse 'broco' é da minha casa?! É, meu Senhor? É?

Aos despercebidos pedreiros que falam "broco", as abelhas operárias que sequer tem uma rainha, a nação evoluída da qual ainda não conhecemos, ao preto que é ladrão e ao branco que é filho legítimo de Deus, as putas que vendem abrigo à paus duros malvados, pervertidos como todos não deveriam ter medo de o ser, ao meu brother que daria a vida por mim e a minha vida que talvez não valha isso, as bichas que desafiam as leis divinas de união e provocam hora risadas, ora raiva e nojo daqueles que por um motivo óbvio são muito melhores do que ‘elas’, aos livros que são roubados da biblioteca pública e não cumprem sua missão, à música que sendo boa ou não nós aceitamos regados a cerveja superfaturada de certos festivais, e essas poucas coisas somadas à tudo mais que você puder imaginar são então o mecanismo desse lugar que é a nossa casa e por isso a modificamos (para o bem ou para o mal) da forma que bem entendermos.
Respeito tudo isso, odeio tudo isso, não sei se o correto é ‘isto’ ou ‘isso’, mas vocês por acaso sabem de fato o que é o certo e o errado?
Aos meus semelhantes dos quais busco desesperadamente diferenças: "AQUI" pra vocês!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O ânus da sociedade

Às vezes um sentimento, sem muita explicação, lhe toma o domínio de assalto numa via perigosa: a linha da sociabilidade. Eis uma rota esburacada repleta de curvas traiçoeiras e com nenhuma placa, nada.
E a iluminação não há. E o ar que se respira, nossa, que ar...
Todo toque é calculado nessa terra de engenheiros, formados onde mesmo? Talvez hoje seja o dia em que abro mão do diálogo e dispenso comentários, são tantos! Só por um dia vamos calar a merda dessa boca e celebrar o silêncio. Porque este, nos poupa de nós mesmos, por vezes.
Acredito no futuro, e o mais importante, acredito no presente. Por este mesmo motivo se por acaso você disparar palavras bem em mim, eu vou cair morto, para você. Mas o importante é que estou aqui, e mesmo que me esqueça disso algumas vezes, tenho a mesma altura que vocês.
Estou na estrada. Por quanto tempo?