É bom quando eu não tenho que...
Por mais que eu saiba e todos não saibam,
O que acontece é...
Estamos falando e nos enchendo de mentiras,
Enquanto idealizamos amores e amigos,
Quanto tempo até...
Quando o tempo vai abrir?
De tempos em tempos perdemos mais tempo.
Mas isso só acontece porque...
Não sei, em alguns momentos vejo fosco.
Mas isso é culpa da...
Embora, agora, fora de questão esteja,
Insisto no risco de pensar que é...
sábado, 15 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
Caquis e abraços
O que tem de bom no mundo das pessoas capa-de-revista, que não aqui no mundo dos simples?O anônimo é, e porque não, uma vantagem, uma estratégia de paz. Eu também gostaria de ser top, pop, qualquer coisa a lot.Gostaria, ria e rio muito quando penso gostar de como gosto. Confesso aqui, do que gosto pouco sei, nem sei mesmo se gosto.O gosto das coisas pode enganar, e alguns apreciam a mentira.Eu quero acreditar que gosto do que digo gostar.Para descomplicar, eu gosto. E durmo noites sabendo disso.E tem momentos, que as noites são mais escuras.Um drama de ignorância admitida, plena irresponsabilidade sentimental, versos vagabundos, noturno lirismo antes caísse em ostracismo, antes não...Depois se vê. É certo que no dia-feira estarei no controle, diagramando com competência a revista que não é famosa. E vou saber conjugar meu gostar de caqui e abraços. Por enquanto, sigilo, por favor.
sábado, 1 de março de 2008
Que bom que temos você
Um estava num canto, outros dois noutro. Uma dezena ou menos.
Certo é que não estávamos juntos. Tem um meio quê de ficção e outra metade de atração. Alguma conexão que não vou explicar, eu não saberia também.
Um recado ou um grito, e nós atendemos ao chamado. É hora de se reunir. Já é tempo de não perdermos mais tempo. Os rapazes e as meninas com novidades e com estórias para recordar também. E pelo menos nesse dia está quase tudo bem. Antes de ir embora, lembrar de agradecer, da maneira que lhe convém. Mas deixe-a saber: que bom que temos você.
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Certo é que não estávamos juntos. Tem um meio quê de ficção e outra metade de atração. Alguma conexão que não vou explicar, eu não saberia também.
Um recado ou um grito, e nós atendemos ao chamado. É hora de se reunir. Já é tempo de não perdermos mais tempo. Os rapazes e as meninas com novidades e com estórias para recordar também. E pelo menos nesse dia está quase tudo bem. Antes de ir embora, lembrar de agradecer, da maneira que lhe convém. Mas deixe-a saber: que bom que temos você.
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Momentânea inspiração
Ela disse que está faltando amor. Tantos meios para se chegar até ele, mesmo que eu nunca tenha chegado lá, ouço comentarem os caminhos, os atalhos. Eu só conheço os desvios. Faz tempo que viajo nessa turnê, e o que me falta, por Deus, não é o amor. O que me preocupa, é a gasolina. O combustível não se renova, isso não é novo...
Ao redor vejo, ouço e me esbarro com corredores. Eles correm e correm, não param para quase nada. Eu não preciso perguntar aonde eles pretendem chegar: ninguém quer estar sozinho. A idéia crua na minha cabeça, começa a fritar e respingar gotas de óleo na pele. Que eu estou fazendo aqui sentado?
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Ao redor vejo, ouço e me esbarro com corredores. Eles correm e correm, não param para quase nada. Eu não preciso perguntar aonde eles pretendem chegar: ninguém quer estar sozinho. A idéia crua na minha cabeça, começa a fritar e respingar gotas de óleo na pele. Que eu estou fazendo aqui sentado?
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Algumas poucas rimas
Comecei a pensar que sabia, fiquei bêbado de sabedoria,
Vomitei palavras e mais palavras,
Depois da ressaca de ego que durou bons dias,
Percebo a imensurável ignorância em que me afogo,
Quase sempre em cima do muro, fingindo uma imparcialidade,
Ouvindo roque só pra me libertar,
E fugindo do dominante pagode, e da pegada do arrocha.
Sendo neutro quanto ao regionalismo
E criticando tudo a frente,
“Que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado”,
Nesse mundo estou para Harlequim,
Mas quando vai aparecer alguém para me fazer sorrir?
Vomitei palavras e mais palavras,
Depois da ressaca de ego que durou bons dias,
Percebo a imensurável ignorância em que me afogo,
Quase sempre em cima do muro, fingindo uma imparcialidade,
Ouvindo roque só pra me libertar,
E fugindo do dominante pagode, e da pegada do arrocha.
Sendo neutro quanto ao regionalismo
E criticando tudo a frente,
“Que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado”,
Nesse mundo estou para Harlequim,
Mas quando vai aparecer alguém para me fazer sorrir?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Tentativa um de discagem... conectado.
Sentado no laboratório diante à máquina, com sede e com fome, não consigo pensar como eu pensava. Ou mesmo como penso quando estou deitado ouvindo música ou andando por aí deixando que o sol de fim de tarde conforte minha pele.
Um pouco de mim sabe que a perda é opcional, sabe que “controle” sugere uma rebeldia. Esse fragmento que ouço quando quero é inteligente, simples e visa futuro. Mas, nessa nova guerra o “inimigo” tem espaço e poder de sedução. Braços fortes, longas pernas finas. O que tenho de fraqueza, meu algoz é potente. O tirano oponente, rival ardiloso, é o medo que não se esconde na região do meu próprio crânio.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Dominó (sem efeito)
Estou no meu lugar, no que julgo sem certeza absoluta, ser a minha casa.
Amanhã posso fretar os móveis para outra extremidade, hoje apenas sento no sofá e admiro a capacidade que nós temos de achar que está tudo muito bem. Ontem, eu pensei nisso também. Alfa, omega, começo e fim, e o agora sendo coadjuvante de fantasmas e ilusões?
Entende o que quero dizer?
É muita maluquice venerar nossos ídolos, é insano esse tormento de ser mais uma peça de dominó. Seguir frases e permanecer firmemente com os pés estacados no chão, cantar músicas e não conversar com as pessoas.
Ter dúvidas e travar uma guerra sozinho contra um exército.
Alguns de nós adotam o estilo "bad boy" e continuam sem se importar. Outros choram e se abrem, para pessoas que talvez nem queiram essa tarefa.
E outros, escrevem. Esses... são os mais perdidos.
Amanhã posso fretar os móveis para outra extremidade, hoje apenas sento no sofá e admiro a capacidade que nós temos de achar que está tudo muito bem. Ontem, eu pensei nisso também. Alfa, omega, começo e fim, e o agora sendo coadjuvante de fantasmas e ilusões?
Entende o que quero dizer?
É muita maluquice venerar nossos ídolos, é insano esse tormento de ser mais uma peça de dominó. Seguir frases e permanecer firmemente com os pés estacados no chão, cantar músicas e não conversar com as pessoas.
Ter dúvidas e travar uma guerra sozinho contra um exército.
Alguns de nós adotam o estilo "bad boy" e continuam sem se importar. Outros choram e se abrem, para pessoas que talvez nem queiram essa tarefa.
E outros, escrevem. Esses... são os mais perdidos.
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